De acordo com o capitão Paulo Roberto Alves, Dox estava com seis anos e meio de idade e foi levado para a corporação com cerca de seis meses de vida. Faltava apenas um ano para o cão receber sua “aposentadoria”. Já Lyon tinha três anos e também foi levado ainda filhote para a PM.

- Esses animais participaram de centenas de operações e eram especializados em captura. Nos últimos cinco meses foram destacados em pelo menos dez vezes. Toda a companhia está abalada.
O cuidador de Lyon, o soldado Wellys Lucindo Rodrigues, se emocionou e foi consolado por outros militares. Ele estava de folga no momento em que o cão foi baleado.

- Assim que soube eu peguei minha farda e arma e fui para a ocorrência. Eu que criei, cuidei e treinou o Dox. Era como se fosse da minha família.

Segundo o soldado Luís Antônio Castro Maciel, cuidador de Dox, faltava pouco menos de um ano para o animal ir, definitivamente, para sua casa. Ele falou que só espera justiça para o bandido que matou os cães.

- É como perder um filho. Ainda estou tentando me recuperar. Fui eu que coloquei eles no mato nessa ocorrência. A gente pega carinho pelo bicho, pois convivíamos todos os dias.

Conforme o subtenente Edmar Geraldo dos Santos, em 25 anos, este é o terceiro episódio de cães militares mortos em ação, com um total de quatro animais abatidos. Ele afirmou que pela frieza dos bandidos, se os animais não tivessem entrado em ação provavelmente pessoas estariam sendo veladas.

- Os cães servem para preservar a vida dos militares.

De: Vida Animal

Última atualização (Qua, 25 de Janeiro de 2012 17:00)