Pouso Alegre
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História

HISTÓRIA

 A história de Pouso Alegre está intimamente ligada à descoberta das terras sulmineiras, no século XVII, por desbravadores portugueses e paulistas que chegaram à região para explorar lavras de ouro, no Rio Sapucaí. Eles não encontraram o mineral precioso, mas descobriram terras propícias para fixarem moradia e iniciarem a atividade agropecuária.

 Em meados do século XVIII, por volta de 1740, segundo algumas literaturas, um homem de espírito aventureiro, de nome João da Silva Pereira teria erguido uma casa às margens do Rio Mandu, lançando, assim, o primeiro marco de civilização na cidade de Pouso Alegre, inicialmente conhecida por Arraial do Bom Jesus de Matozinhos do Mandu.

Alguns autores explicam que esse nome se derivou da corruptela do nome de um pescador, outros dizem que era um tropeiro de nome Manoel, que atendia pela alcunha, ora de Manduca, ora de Mandu, e que ele teria sido o primeiro povoador da região. Seja, porém, qual for o motivo dessa denominação, o que, de certo consta e atestam os escritores Marques de Oliveira e Augusto Vasconcelos é que até 1799, a florescente povoação, localizada às margens do Mandu era conhecida pelo nome desse Rio.

Com a prosperidade do local e o crescente número de habitantes surgiu a necessidade de se construir uma capela em terras pousoalegrenses. Até então as missas aconteciam em Sant’ana do Sapucaí, a 36km de distância.  Ângelo Gomes Pereira, zelador da imagem do Senhor do Bom Jesus do Matozinho, com outros moradores, pediu ao bispo de São Paulo, Dom Manuel da Ressurreição, que construísse uma capela no local, o que firmou ainda mais o povoado. Diz a história que a primeira missa teria sido celebrada em 1799 pelo padre José Bento Leite Ferreira de Melo, mas a benção da capela ocorreu apenas em 18 de abril de 1802, ano em que a obra foi concluída.

Oito anos depois da inauguração da capela dedicada ao Senhor Bom Jesus do Matozinhos, o povoado foi elevado à categoria de Freguesia através do alvará do Príncipe Regente D. João VI, datado de 06 de novembro de 1810.

Criada a Freguesia, o padre José Bento, natural da cidade de Campanha, foi nomeado vigário da capela do Bom Jesus. Em 1797, o Governador D. Bernardo José Lorena (Conde de Sarzedas), transferido de São Paulo para a capitania de Minas Gerais, passou pelo povoado, onde veio ao seu encontro o Juiz de Fora de Campanha, Dr. Joaquim Carneiro de Miranda. Encantados com tanta beleza, conta-se que um deles teria dito: “Isto não devia chamar-se Mandu, mas, sim, Pouso Alegre”.

Então, por alvará do Príncipe Regente, de 06 de novembro de 1810, foi criada a Freguesia do Senhor Bom Jesus do Pouso Alegre. Pelo decreto de 13 de outubro de 1831 a Freguesia foi elevada à categoria de vila com denominação de Pouso Alegre e à condição de cidade de Pouso Alegre pela Lei Provincial nº 443 de 19 de outubro de 1848.

Atualmente, Pouso Alegre é conhecida em Minas Gerais como um dos seus pólos de desenvolvimento mais promissores. Enquanto abraça o progresso e se consolida como referencial para os municípios vizinhos em setores da economia como indústria, comércio e serviços, Pouso Alegre também conquista pelo charme de cidade do interior. A hospitalidade mineira, a infra-estrutura e a qualidade de vida em Pouso Alegre atraem inúmeros visitantes que acabam adotando a cidade para morar.

 


 

Fontes: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – Volume XXVI ano 1959

Museu Histórico Municipal Tuany Toledo

 

Outras Informações sobre Pouso Alegre


Localização 

Sul de Minas

Área Município

545,3 Km2

Área Urbana

  40,4 Km2

Área Rural   

504,9 Km2

População/2008     

126.100 hab.

PIB    

1.746.868(preços correntes 1000R$)

Pop. Econom. Ativa           

140.609

Nº Eleitores 

  79.962


  Distâncias Rodoviárias

Itajubá

    65 Km

Santa Rita Sapucaí           

    25 Km

Poços de Caldas

  100 Km

Varginha      

  123  Km

Belo Horizonte

  384 Km

São Paulo

  200 Km

Brasília         

 1084 Km

 

Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro Geografia e Estatísticas

Polícia Rodoviária

postdateiconDom, 10 de Janeiro de 2010 18:02 | PDF | Imprimir | E-mail

 

Filhos Ilustres

A história de Pouso Alegre está cheia de personagens, pousoalegrenses comuns que acabaram se destacando no cenário nacional por seus feitos, cada um em sua profissão. São advogados, escritores, médicos, políticos e tantos outros que elevaram o nome da cidade ao mais alto patamar. É claro que muitos outros filhos ilustres continuarão surgindo, pois são eles, profissionais em qualquer área que fazem deste Município um dos mais prósperos do Estado.

Abaixo listamos alguns desses filhos ilustres:

 

ADALBERTO DIAS FERRAZ DA LUZ

altNascido no dia 23 de julho de 1863, filho de Joaquim Dias Ribeiro da Luz e Francisca Lopes Ferraz, fez seus estudos primário e secundário em Pouso Alegre. Em 1883 matriculou-se no 1º ano da Faculdade de Direito de São Paulo. Diplomando-se, voltou a Pouso Alegre onde exerceu a advocacia e o cargo de Juiz Municipal, ingressando mais tarde na política. Adalberto Ferraz militou ao lado de Silviano Brandão, sempre defendendo as Leis Abolicionistas, desde a juventude. Proclamada a República, em 15 de novembro de 1889, foi eleito à Assembléia Constituinte Mineira, como representante do Sul de Minas. Nomeado Consultor Jurídico da Comissão Construtora da Nova Capital, tornando-se o intermediário de todas as pendências daquele órgão com os então habitantes do Curral Del Rey. Concretizada a transferência da Capital de Ouro Preto para Belo Horizonte, o então Presidente Crispim Jacques Bias Fortes nomeou Adalberto Ferraz o primeiro Prefeito da Cidade (29/12/1897 – 09/09/1898). Eleito deputado federal em sucessivas legislaturas, sempre representando o Sul de Minas, desempenhou a liderança da bancada mineira; por indicação de seus pares foi líder da maioria no Governo Campo Salles e depois no governo Afonso Penna. Casou-se com Mathilde Lopes Ferraz. Faleceu aos 49 anos de idade, em 27 de outubro de 1912.

 

AMADEU DE QUEIROZ

altAmadeu de Queiroz nasceu em 25 de março de 1873. Era filho do farmacêutico Joaquim Augusto Moreira de Queiroz (de origem portuguesa e fundador da farmácia Queiroz, em 1872) e de Prisciliana Leopoldina de Castro Queiroz (natural de Silveiras, no estado do Rio de Janeiro). Amadeu nasceu em uma casa localizada na praça Doutor Garcia Coutinho, em frente a loja de Dona Maria Honória dos Santos Meyer, mais tarde sua sogra. Não freqüentou oficialmente nenhuma escola. Ele e seus irmãos, Humberto e Joaquim, foram educados e instruídos em família por seu avô Policarpo Teixeira de Almeida Queiroz – sobrinho-bisneto do escritor português Eça de Queiroz. Humberto prestou exames em Ouro Preto, sendo aprovado na Faculdade de Farmácia. Uma curiosidade histórica é que ali dividia o quarto com um estudante de Geologia, Euclides da Cunha. Formou-se e foi se estabelecer em São Paulo, montando uma drogaria no Braz. Joaquim tornou-se professor, conhecido como professor “Quinzinho”, optou por permanecer às margens do Mandu, instruindo e orientando a juventude local. Amadeu cresceu ajudando seu pai na farmácia, aprendendo o ofício, tornando-se um farmacêutico prático. A Farmácia Queiroz ficava em um terreno que ia desde a esquina da Praça Senador José Bento com a rua Bom Jesus até o lugar onde atualmente se encontra. Foi vendida ao Sr. Olavo Gomes de Oliveira em 1916, quando Amadeu, então seu proprietário, resolveu, por desavenças políticas, transferir-se com toda a família para São Paulo. Amadeu sempre demonstrou um temperamento irrequieto e dedicava-se à pesquisa. Num tempo onde eram raros os médicos no interior, o papel dos farmacêuticos práticos tornou-se fundamental para a manutenção da saúde do povo, principalmente os mais pobres. Amadeu acabou desenvolvendo aptidões para a arte de curar, tornando-se um “curador” ou “carimbamba”, como ele mesmo dizia. Seu trabalho era pautado pela ética e o sentido humanista. Em 1899 casou-se com Vicentina Meyer, que na época tinha 16 anos. A união durou 55 anos. O casal teve três filhos: Vicente, Margarida e José Maria. Amadeu foi militante político de destaque em Pouso Alegre e mantinha correspondência com pessoas como Júlio de Castilhos e Rui Barbosa. Em 1916 mudou-se para São Paulo. Montou uma farmácia, a Baruel, na praça da Sé. A capital fez despertar em Amadeu seu gênio literário e em 1927 publicou seu primeiro livro, um romance com o título Praga de Amor. Em 1955, aos 80 anos, foi indicado para a Academia Paulista de Letras. Foi eleito, mas seu estado de saúde não permitiu sua posse. Faleceu no dia 28 de outubro de 1955.

 

ANTÔNIO MENDONÇA DE BARROS

altNatural de Pouso Alegre, nascido em 15 de maio de 1909, filho de Arquiminio de Barros e Ricardina Mendonça de Barros. Vindo de Campinas em 1914, em companhia de seus pais, matriculou-se no externato São João, como aluno pobre, e, em 1922 após intensivo preparatório feito com o professor Jorge Nogueira Ferraz, logrou admissão ao culto à Ciência. Em 1928, após vestibular, conseguiu matricular-se na Faculdade de Direito de São Paulo, bacharelando-se em Direito em 1933. Durante o tempo em que freqüentou a Faculdade de São Paulo, teve que trabalhar para custear seus estudos, sendo, então, por este tempo, repórter e cronista do “Diário da Noite”, “Folha da Tarde” e “Diário de São Paulo”. De volta a Campinas, abriu seu escritório de Advocacia, sendo, logo, nomeado Juiz de Paz do Distrito da Conceição, pelo, então Governador do Estado, Armando de Sales Oliveira. Em 1936, integrou a Comissão do centenário de Carlos Gomes, como representante da associação dos Varejistas, conseguindo, nesse ano, eleger-se Vereador à Câmara Municipal de Campinas, pelo Partido Constitucionalista, chegando a líder da maioria em substituição ao Dr. Lino de Morais Leme. De 1935 a 1943 foi advogado do Sindicato da Companhia Mogiana, onde trabalhou sem remuneração. Exerceu, ainda, sem vencimentos, a Advocacia da Caixa dos Ferroviários da mesma estrada, isto, entre 1937 e 1939, sendo, neste último ano, nomeado em caráter efetivo, Procurador daquela instituição de Previdência Social, cargo que continua exercendo. Diretor da Maternidade de Campinas, membro da Diretoria da Associação Álvaro Ribeiro, do Conselho Deliberativo da Associação Nossa Senhora das Dores e da Ordem dos Advogados, sendo o primeiro Presidente do Clube dos Advogados e Presidente do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas. Na imprensa, destacou-se como cronista, sob o pseudônimo de “Simplicio da Saudade”. Em 1951, ingressou no Partido Trabalhista Brasileiro. Foi eleito prefeito pela coligação PTB – PSD – PSB – PDC para o período de 1952/53.

 

BENJAMIN FRANKLIN SILVIANO BRANDÃO

altFilho de Francisco Silviano de Almeida Brandão e Maria Isabel de Paiva Brandão, nasceu em 27 de junho de 1878. Fez o Curso Superior na Escola de Minas de Ouro Preto, pela qual se graduou, em 1899, em Engenharia  Metalúrgica e Civil. Formado, foi nomeado Oficial de Gabinete de seu pai, então Presidente de Minas Gerais, função que também desempenhou no Governo Francisco Antônio Sales, até seguir para os Estados Unidos e Europa, a fim de aperfeiçoar-se em Eletrônica. De volta ao Brasil, fundou e dirigiu a Companhia de Força e Luz de Pouso Alegre. Em seguida foi Prefeito interino de Caxambu-MG e efetivo de Belo Horizonte, de janeiro de 1909 a setembro de 1910, quando concluiu o antigo Teatro Municipal. Afastando-se desse cargo, foi nomeado Engenheiro Chefe da Comissão encarregada de executar os serviços de aproveitamento das águas do cercadinho no abastecimento da Capital Mineira. Integrou o quadro de Engenheiros do Estado até sua morte em dezembro de 1921. Foi um dos fundadores e Catedráticos da Escola de Engenharia de Minas Gerais.      

 

BERNARDINO DE CAMPOS

altDiplomata, político e jornalista brasileiro, esse ferrenho Republicano nasceu em 06 de setembro de 1841. Dirigente do Partido Republicano e duas vezes Presidente de São Paulo, foi Ministro Plenipotenciário. Diplomado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo, transferiu-se para Amparo-SP – 1866 onde passou a exercer a profissão. Defendia ardorosamente seus ideais Republicanos já manifestados quando acadêmico Conselheiro Municipal, elegeu-se deputado à Assembléia Provincial (1888) pelo Partido republicano. Mudou-se para SP e logo após a Proclamação da República foi nomeado Chefe de Polícia. Dois anos depois tomou assento na Assembléia Constituinte, sendo, também, seu presidente. Eleito Presidente de SP para o período de 1892 a 1896, tomou posse no dia 23 de agosto. Deixando o Executivo Paulista assumiu a pasta da Fazenda; atendendo convite de Prudente de Morais. Eleito Senador em 1902, nesse mesmo ano retornou à Presidência do Estado Bandeirante, permanecendo no cargo até 1904. Voltou ao senado e presidiu, ainda, a Comissão Diretora do partido republicano. Incumbido de Missão Especial, na Europa, desempenhou funções de Ministro Plenipotenciário. Jornalista, militou na Imprensa Nacional. Instado a candidatar-se à Presidência da República. Em 1906, não aceitou, favorecendo assim Afonso Pena. Foi, também, General de Brigada, honorário, por nomeação de Floriano Peixoto”. Faleceu em São Paulo em janeiro de 1915.

 

EDUARDO CARLOS VILHENA DO AMARAL

altFilho de José Luiz Campos do Amaral Júnior e Maria Bárbara Vilhena Braga, nasceu em 16 de agosto de 1857. Foi escrevente de cartório, professor primário, advogado provisionado, agente do executivo municipal (cargo correspondente atualmente ao de Prefeito): Deputado Estadual e Presidente das Câmaras dos Deputados Estaduais; Senador Estadual e Presidente do antigo Senado Mineiro; Vice-Presidente e Presidente em exercício, do Estado (Minas Gerais) correspondente a Vice-Governador e Governador, atualmente Presidente do antigo Tribunal Especial de Justiça do Estado (Minas) destinado, pela Constituição Estadual, ao julgamento, eventual dos então Presidente e Vice-Presidente do Estado, Senador, Deputados e Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado. Exerceu sempre forte influência junto ao eleitorado e aos eminentes próceres políticos, no âmbito, quer nacional ou estadual, notadamente o então Presidente da república, Arthur Bernardes, de quem foi companheiro de chapa na eleição para Presidente e Vice-Presidente do Estado. De 16/02 a 16/04/1922 substituiu o Presidente Dr. Arthur da Silva Bernardes. Membro proeminente da comissão executiva do antigo partido republicano mineiro, partido oficial, foi, ao lado de Bernardes, Raul Soares, Afonso Pena Júnior, Mário Brandt, Levindo Coelho, Alaor Prata, João Pinheiro, Bias Fortes, Wenceslau Brás, Delfim Moreira, Bueno Brandão e tantos outros expoentes da política mineira. Apoiou a vinda do antigo 8º RAM (Regimento de Artilharia Montada) para Pouso Alegre e doou, liberalmente à Escola Profissional Delfim Moreira local, seu atual e considerável patrimônio territorial. Falecimento: Pouso Alegre - 31/01/1938.

 

GABRIEL OSÓRIO DE ALMEIDA

altNascido em Pouso Alegre em 14 de novembro de 1854, matriculou-se na antiga Escola Central em 1874. Foi aluno do professor Ernesto Henrique Ennes Bandeira. Ainda estudante, foi preparador de Química Analítica do Célebre Professor E. Guignet. Formou-se em 1878. Ocupou os seguintes cargos: Engenheiro da Cia. Paulista de Linhas Férreas e Fluviais, onde projetou e construiu o Ramal de Santa Veridiana, sendo seu projeto de obras na capital de São Paulo; Consultor-Técnico do Banco da República do Brasil, Diretor da Companhia Ferro Carril Vila Isabel, Diretor da Escola Politécnica exercendo ao mesmo tempo, interinamente, a cadeira de máquinas, Diretor da Cia. De Fósforos “Cruzeiro”, Diretor da E. F. Central do Brasil, Diretor Geral dos Telégrafos, Presidente do Conselho Municipal, Diretor da Cia. Docas de Santos; Diretor do Loide Brasileiro. Foi Presidente do Clube de Engenharia, presidiu o Congresso de Engenharia e Industria. Em 1907, foi à Europa tendo percorrido a França, Itália, Alemanha, Suíça, Bélgica, Inglaterra, Portugal e Espanha. Estudou em particular atenção os portos de Gênova, Marselha, Havre, Antuépia Hamgo e Londres, bem como as importantes estradas de ferro destes países. Na direção da E.F. Central do Brasil prestou relevantes serviços, deixando trabalhos estes que constam do número da Revista do Clube de Engenharia, publicado em 1922 para comemorar o Centenário, Independência. Faleceu em 19/03/1926.

 

GERALDO DE ARAUJO FERREIRA BRAGA

altNascido em 23 de outubro de 1922, filho de Franklin Ferreira Braga (Médico Militar) e de Elvira de Araújo Ferreira Braga, incorporou-se ao exército como cadete da Escola Preparatória do Exército em 1941. Fez os cursos militares de Infantaria na Escola Militar do realengo (1944). Comandante de Sub-unidade da Academia Militar das Agulhas Negras – 1951/1952. Chefe de Gabinete do Serviço de Informações (SNI) 1974/1975. No exterior foi adido das Forças Armadas na República do Senegal (1975/1977) fez parte da Força Expedicionária Brasileira (FEB) ajudante de ordens dos Marechais João Baptista Mascarenhas de Morais (1953/1954) e Ciro do espírito Santo Cardoso (1956/ 1957). Exerceu o cargo de Secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (1972 / 1974) como Oficial General comandou a 9ª BDA INF. MTZ (77/79) e a Agência Central do SINI – 1983. Recebeu as comendas do mérito naval, do Mérito Militar, do Mérito Aeronáutico e da Ordem do Rio Branco, além das Medalhas de Campanha (Ouro, com passador de Platina) de Guerra, do Mérito Santos Dumont, do Mérito de Tamandaré, do Pacificador, do Mérito Militar (Grande Oficial) e a Ordem de Mayo Al Mérito Militar no Grau de Oficial (Argentina). Casado com Íris Lattaria Ferreira Braga.

 

GILBERTO MARCONDES DUARTE

altNasceu em 03 de janeiro de 1940, filho de Pedro Marcondes Duarte e Maria Amélia da Costa Duarte, fez o primário no Grupo Escolar Monsenhor José Paulino e o secundário no Colégio São. Cursou a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro de 1962 a 1967. Aprovado em 2º lugar no vestibular do curso de pós-graduação em cardiologia da PUC, em 1969, mestrado em Cardiologia em 1977 com a tese: “Ciclo Ergométrico – Bases Fisiopatológicas – Aplicações Práticas”, 1986. “Manual Of Exercise Testing”, Edição América, 1989. Prefaciador e Coordenador da Tradução para a Língua Portuguesa do Livro “Stress Testing” do Dr. M.H. Ellestad, 1.983; Membro da Academia de Ciências de New York, 1985, Membro do Colégio Americano de Cardiologia, set. 1982, Bethesda, Maryland, USA. Colaborador do livro “Textbook of nuclear Medicie”, pesquisador líder em eletrocardiografia de esforço; participante de bancas examinadoras das provas de mestrado; organizador de laboratórios ermétricos. Autor de diversos trabalhos sobre hipertensão arterial-coronariopatias – reversão de fibrilação atrial pela xilocaina em pacientes – portadores de síndrome de Wolf – Parkinson – White – Miocardiopatias e outras. Solicitado pela FIFA (Federation Internacionale de Foot – Ball Association) para estudos sobre circulação e oxigenação para a competição de futebol (Altitude). Oxigenação e circulação de jovens jogadores de futebol, para verificar o seu comportamento durante a competição. Seus dados biográficos foram citados no “Who´s who in the world” (Quem é quem no mundo) – Chicago 1982/1983 pt. 309. Só personalidades de renome internacional merecem figurar no livro “Who´s who in the world”, sendo motivo de orgulho para a Pátria do homenageado. Falecimento: Pouso Alegre – 13/10/1989.

 

HAMILTON DANTAS MINCHETTI

altFilho de José Minchetti e Alda Dantas Minchetti, nascido em abril de 1918, fez seus estudos primário e secundário em Pouso Alegre. Cursando a Escola Militar do realengo, em 1944, desligou-se para se incorporar à Força Expedicionária Brasileira (FEB) integrando o 1º Regimento Sampaio. Elogiado pela conduta meritória no salvamento de civis 10/12/1944, quando de um bombardeio, gesto considerado serviço além da obrigação.Representou os cadetes da Escola Militar do Realengo, numa saudação, em inglês entre os Cadetes da Academia de West Point. Recebeu várias condecorações militares, inclusive a Medalha da Cruz de Combate. Foi elemento de ligação entre as Forças Militares Inglesas e Brasileiras. Bacharel em Ciências e Letras em 1976 – Jornalista. Curso do DASP – Cursos de Relações Humanas. Autor de trabalhos Literários: “Assim Caminha o Brasil”  Caxias = Barão do Amazonas – Presidente John Kennedy” – “ General Truscot e a FEB. Colaborador dos Jornais do Rio de Janeiro – Diário de Notícias e O Globo. Falecimento: Rio de janeiro – 13/07/1981.

 

ITALO BOLOGNA

altEngenheiro Civil, casado com Sidônia Bologna. Nasceu em 22 de abril de 1905, filho de Dr. Bologno Bologna (Italiano) e Adélia Lisboa Bologna (Brasileira). Foi diretor do centro Ferroviário de Ensino e Seleção Profissional; Chefe da Divisão de Transporte do SENAI – SP – Assessor da presidência da FIESP – Diretor do Dpto Nacional do SENAI – Na Escola Politécnica de SO, onde se formou em 1930, Ítalo Bologna foi aluno de ROBERTO MANGE, de quem se tornou um dos principais colaboradores na implantação dos métodos e princípios da organização racional do trabalho do país. Em 1942 assumiu a direção do centro Ferroviário de Ensino e Seleção Profissional no lugar de Roberto Mange. Com a morte de Roberto Mange, em 1955 – Ítalo Bologna – foi escolhido como novo Diretor regional do SENAI-SP. Durante o período que Ítalo Bologna esteve à frente do SENAI_SP entre 1955/1962, foram iniciadas as atividades das novas escolas como o SENAI de Tatuapé, na Capital, em 1959 e a Escola do SENAI de Sorocaba, em 1961. Em 1962 deixou a direção do SENAI – SP para tornar-se Assessor da presidência do FIESP. Em 1965 assumiu a direção do Departamento nacional do SENAI que exerceu até 1975. Bologna é autor de vários artigos sobre a formação profissional, publicados no Brasil e no exterior. Em 1968 organizou a coletânea “ROBERTO MANGE E SUA OBRA” – editora UNIGRAF – Goiânia – GO. Em 1931 – estagiário nas oficinas da Estrada de Ferro Sorocabana – Sorocaba –SP. (1932) – Inspetor de Ensino e Seleção Profissional na mesma Estrada. (1934/1936) – Chefe da Seção de Psicotécnica do centro ferroviário de Ensino Profissional de SP. (1945/1949) – Chefe da Divisão de Transporte do SENAI-SP. (1950/1955) – Sub-Diretor do departamento regional do SENAI. (1955/1962) – Diretor do Departamento Regional do SENAI-SP. (1963/1964) – Assessor da presidência da federação das Indústrias do estado de SP – (1964/1975) – Diretor do departamento Nacional do SENAI – Viagens de estudos nos Estados Unidos e na Europa – relator de importantes trabalhos relacionados com a formação profissional de trabalho – Autor de trabalhos sobre a formação da mão de obra industrial – Seleção e treinamento de pessoal. Integrou diversas delegações em reuniões promovidas na América Latina e no exterior. Falecimento: São Paulo – 02/07/1992.

 

JOSÉ ANTÔNIO GARCIA COUTINHO

altFilho de Antônio Coutinho pereira e Ana Augusta Garcia de Faria, nascido em 28 de fevereiro de 1887. Fez o curso primário em Silvianópolis, na Escola do professor Francisco das Chagas Ladislau. Cursou o Ginásio Diocesano São José de Pouso Alegre. Bacharelou-se em Ciências e Letras a 9 de maio de 1907. Cursou a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, diplomado em 09/05/1913, após ter defendido tese. Casou-se a 29/11/1913 com Leonor Carvalho. Foi médico em São José do Paraíso, onde iniciou sua carreira na Medicina. A seguir passou a viver em Pouso Alegre. Foi um dos fundadores das Escolas de Medicina Veterinária e Odontologia e Farmácia, sendo Professor e Diretor. Professor do Ginásio São José  e Fiscal Federal junto ao Colégio Santa Dorotéia. Por ato do Governo federal foi promovido ao posto de Major-Médico de 2ª Classe e de 1ª Linha do Exército. Um dos primeiros Rádio-Amadores da Cidade, com o prefixo: PYA-DX. Prestando inestimáveis serviços à coletividade. Foi Prefeito da cidade de Mococa – SP. Médico da Rede Mineira de Viação (RMV). Médico da Santa Casa da Misericórdia e do Hospital. Cientista e Escritor Teatral, autor de produções foram encenadas no teatro de Pouso Alegre: “De como se faz um prefeito” – “Quem manda na marmelada” – “A abandonada” – “Na vendinha do sengo” – “Éden, paraíso das damas” – “Vagabundo”, opereta em 1 ato  “Pouso Alegre em traços” – “A Princesita”, opereta em 3 atos com música do Maestro – Schubert a Silva, encenada em 12/10/1933, com cenário do Rio de Janeiro. Peça “O Distrito de Mata Cães” (Alvorada n.º 9 – 29/08/1928). As peças eram interpretadas pelos integrantes do grupo dramático da “União Operária Pouso-alegrense”. Entre eles: Ofélia Dória – Aparecida Kersul – Zélia Dória – Judith Oliveira – Margarida Versani – Antônio Almeida – Ivone Araújo – José Rodrigues – Maria Pinto – Edmar Cáceres – Adélia Marins – Benedito Loyola – Manuel Magalhães e outros. Em seu peito, um coração imenso de caridade; o Pai dos pobres, simples, acolhedor, atencioso, cortês, desprendido. Faleceu em Pouso Alegre 17/09/1946.

 

JOSÉ XAVIER DE TOLEDO

altMorreu em São Paulo em 15 de dezembro de 1918 sem deixar geração. Pertencia à família de origem Paulista, filho do Coronel Francisco de Paula Xavier de Toledo e de Bernarda Guilhermina de Toledo. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de SP, formado em 1866. Promotor Público da Comarca de Franca, por Decreto de 19 de junho de 1872. Foi nomeado Juiz Municipal dos termos reunidos de Araraquara e São Carlos. Habilitado e promovido a Juiz de Direito, serviu, sucessivamente, em Rio Verde (Província de Goiás). Em Araraquara até 1.878 e em Iguape. Deixa a magistratura e vai exercer cargos na alta administração: Chefe de Polícia da Província do Espírito Santo e logo depois da se Santa Catarina. Em 1866 regressa à Magistratura e foi-lhe designada a Comarca de Piracicaba, onde passou “Ex-Vi” do Decreto 15 de janeiro de 1.877, para a de Itapetininga. Finalmente, por força do ato de 8 de setembro de 1892, deixa esta última comarca para ocupar o lugar de Ministro do Tribunal de Justiça posse a 13/09/1892. Sua permanência no Tribunal constitui um recorde, cerca de 26 anos. Desempenhou as funções de Presidente nos anos de 1900 e de 1907 a 1918, e de Chefe de Polícia do Estado, nos anos de 1896 e 1897, durante o governo de Dr. Campos Sales. O Ministro Dr. José Xavier de Toledo casou em SP (Cartório de Paz de Santa Cecília, livro de casamento n.º1, fls. 21 v.) a 12 de março de  1900, com Dona Zalina Rolim, nascida em Botucatu, filha do Ministro Dr. José Rolim de Oliveira Ayres. Nascimento: Pouso Alegre – 23/07/1846

           

JOAQUIM ABREU FONSECA

altNasceu em Pouso Alegre em 26 de agosto de 1922, filho de Olinto Guimarães Fonseca e Silvia Ribeiro de Abreu Fonseca, cursou o primário em Pouso Alegre e o secundário em Três Corações (MG). Incorporou-se ao Exército em abril de 1940, cadete em 1944. Fez diversos cursos na Carreira Militar: Moto mecanização (1950) Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (1950) Escola de Comando e Estado maior do exército e Comando e Estado Maior das Forças Armadas (1971) Escola Superior de Guerra (1972) e do Colégio de Brigada em março de 1977 e General de Divisão em julho de 1981. transferido para a reserva em março de 1986. Foi instrutor do CPOR 47/49. Instrutor da Escola de Comando e Estado Maior (1964/69) e Comandante do 8º Grupo de Artilharia Antiaérea em Brasília, 69/71. Comandante da 4ª Divisão Cav. 77/79 – CHEFE DO ESTADO MAIOR II EX. 979. Assistente do Comando da Escola Superior de Guerra (79/81) recebeu várias condecorações: Ordem do Mérito Militar – Mérito Medalha de 40 anos – Medalhas do Pacificador – Mérito Santos Dumont – Mérito Tamandaré – ordem do Rio Branco – medalha Marechal Hermes e a Medalha Especial da Junta Internacional de Defesa.

 

JOSINO DE ARAUJO

altFilho de Ezequiel de Araújo e Maria José Vilhena Alcântara de Araújo, nasceu em 20 de fevereiro de 1866. Fez o curso de Humanidades no Colégio Meneses Vieira, no Rio de Janeiro. E pela maneira por que se houve como aluno aplicado e inteligente, atesta-o grande prêmio Pedro 2º que obteve em 1881. Formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1886 depois de um curso feito com muito brilho, abrindo banca de advogado em sua terra natal. Em 1887 foi eleito Deputado à Assembléia Legislativa do Estado de MG. 1888/1889.  Deputado nas Legislatura 1903/1905 – 1915/1917 e 1921/1924. Juiz de Direito de Baependi e Juiz de Fora, onde foi Presidente do Instituto Jurídico da Associação dos Advogados Locais. Professor da Cadeira de Economia de Juiz de Fora. Espírito lúcido, ativo e culto. Assumiu em 1906 a Chefia de Polícia do Estado de Minas Gerais. Josino de Araújo em 1917 teve a feliz idéia da instalação de uma Unidade Militar em sua terra. Idéia essa concretizada com a vinda do 10º RAM em 1918. Casado com Luisa Fabiano Alves. Falecimento: Rio de Janeiro – 27/07/1925.

 

ORLANDO DE MAGALHÃES CARVALHO

altNasceu em 20 de novembro de 1910, filho de José Pinto de Carvalho e Maria Alcina Magalhães Carvalho. Formou-se em Direito em 1931. Foi secretário da Educação, professor de Cursos Secundários em BH e reitor da UFMG. Participou (1956/1970) de reuniões cientificas nos Estados Unidos, México, Colômbia, Argentina, Chile, Bélgica, França. Membro (1970/1973) do Comitê Executivo do CONSEIL Internacional dês Sciences Sociles (UNESCO). Paris. Membro da Academia Mineira de Letras e Presidente da Associação Brasileira de Sociologia. Também foi agraciado com condecorações nacionais e internacionais. Falecimento: Belo Horizonte – 13/08/1998

 

 

 

PRISCILIANA DUARTE DE ALMEIDA

altFilha de Joaquim Roberto Duarte e Rita de Almeida Duarte, nascida em 05 de junho de 1867, desde de cedo, ainda menina já se dedicava às Letras, fundando por esse tempo um seminário escrito à mão: “O Colibri”, apreciadíssimo na cidade. Fundou e manteve, muitos anos, a revista “Mensageira”, das primeiras e mais expressivas manifestações do talento de uma mulher, no meio intelectual brasileiro. Em colaboração com Maria Clara da Cunha Santos, sua prima, e também escritora, publicou “Pirilampos” e “Rumores” seu primeiro livro de versos. Já casada com Sylvio de Almeida, professor do Ginásio local foi para São Paulo, onde teve brilhante e definitivo aparecimento nas Letras. Autodidata. Foi professora de Língua Italiana e com seu livro de versos “Sombras” entrou para a Academia Paulista de Letras, honra que nenhuma outra mulher conseguiu naquele Estado. Dedicou-se a Poesia Infantil, publicou “Páginas Infantis” e organizou uma coletânea sob o titulo “O Livro das Aves”. Já viúva e envelhecida, ainda publicou “Vetiver” seu último livro editado em 1939. Em 1950, o Governo de SP, fé uma homenagem a escritora dando o seu nome a um dos grupos escolares da Capital Paulista. Falecimento: São Paulo – 13/06/1944.

 

SAMUEL LIBÂNIO

altNasceu em Pouso Alegre em 29 de agosto de 1881 e faleceu no Rio de Janeiro em 02 de setembro de 1969. Filho de Joaquim Libânio Gomes Teixeira e Maria de Barros Libânio. Foi casado com Margarida Brandão. Foi Chefe do Serviço de Higiene da Prefeitura de Alto Purus, onde permaneceu até 1908. Formado em 1905 no Rio de Janeiro, doutorando-se com uma memorável tese “Pneumonia Vera”. Foi para BH em 1910, no Governo Júlio Bueno Brandão, quando foi criado a Diretoria de Higiene. Nomeado em 1910 Médico-Auxiliar da Diretoria de Higiene e muito contribuiu para a estruturação dos serviços de higiene de Minas. Em 1917 Diretor de Higiene do Estado de MG. Introduziu reformas na Diretoria de Higiene, instalando, entre outros hospitais, de Pouso Alegre, (Hospital das Clínicas) apesar de suas responsabilidades como sanitarista, Samuel Libânio sempre exerceu, atividades clínicas, nunca deixando de ter doentes a seus cuidados. Organizador e fundador do Sanatório de Belo Horizonte em 1929, como professor foi um dos Fundadores da Faculdade de Medicina em 1911, hoje integrada à UFMG. Coube a ele a 1ª Congregação a 2ª Cadeira de Clínica Médica. Mais tarde, passou a cadeira de doenças tropicais, que foi o primeiro ocupante na Faculdade, em 1946 mudou-se para o Rio de Janeiro. Na esfera Federal ocupou com eficiência altos cargos como Diretor do Serviço Nacional de Tuberculose e por duas vezes o Secretário de Saúde e Assistência do então DF. Estudou no Colégio São Bento, em São Paulo e formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Professor Catedrático da Universidade de MG. Membro do Conselho Consultivo de MG. Em 1932. Diretor de Higiene Chefe de Serviço de Saneamento Rural de MG.

 

SYLVIO DE ALMEIDA

altFilho do Dr. Augusto de Almeida e Constança Vilhena de Almeida, nasceu em 1867 e faleceu em 1924. Fez o curso primário em Pouso Alegre e o secundário no Rio de Janeiro. Transferiu-se para SP, onde fundandou um colégio que depois transformou-se no Instituto de Ciências e Letras. Formou-se pela Faculdade de Direito de SP. Foi lente de Literatura do Ginásio Estadual. Estreou nas Letras com um volume de versos “Ephemeras”. Dedicou-se a estudos filosóficos e nesse campo escreveu: “O Antigo Vernáculo” que trazia algo de novidade, quebrando a rotina das nossas seletas de trechos antigos. Estreou na questão debatida das poesias de cristal – O Problema de Cristóvão Falcão – e na das Cartas Chilenas. Cronista, colaborou nas colunas do Estado de SP. Fundou a revista de Filosofia Portuguesa, que após sua morte cessou de existir. Foi casado com sua prima Prisciliana Duarte de Almeida. Emérito Professor de Português e fino Humanista.

 

VINÍCIUS MEYER

altNasceu em Pouso Alegre em 27 de setembro de 1906. Faleceu em 23 de janeiro de 1954. Era filho de Octávio Meyer e Carolina Florence Meyer. Fez o curso primário no Grupo Escolar Monsenhor José Paulino. Iniciou o secundário no Ginásio São José em 1917, para concluí-lo no Ginásio Diocesano de Campinas – SP. Cursou um ano de Faculdade de Medicina da UMG – BH.  Bacharelou-se em Direito em 1929, pela UMG, revelando desde cedo acertada inclinação para as Letras. Colaborou desde os 17 anos, em revistas e jornais do país, como cronista e poeta, em 1934 publicou “Poemas Caboclos” laureado com prêmio de poesia da Academia Brasileira de Letras. Em 1919 obteve dois prêmios no grande concurso de contos, instituído pelo “Correio da Manhã” com o romance “Rosa dos Ventos”. Conquistou o prêmio “Salgado Filho” no 1º Concurso de Romance do Ministério do Trabalho. Dedicou-se à Advocacia desde 1930,  cupou o cargo de Presidente da Sub-Seção da Ordem dos Advogados do Brasil em Pouso Alegre. Suplente de Deputado Federal pela UDN. Diretor da Imprensa Oficial do Estado de MG. Faleceu em acidente aéreo da OMTA, quando o táxi-aéreo aterrissava em Poços de Caldas, morrendo carbonizado.

 

WALTER DE AZEVEDO JUNQUEIRA

altEra filho de Evaristo Junqueira e Maria Cândida Junqueira, nascido em 17 de julho de 1918 (falecimento: 1996).Aspirante em 04/12/1941 – 2º tenente 25/12/42 – 1º tenente 31/12/43 – capitão – 25/12/46 – Major: 22/12/51 – tenente Coronel 25/07/57 – Coronel 25/07/61 – Serviu em Cruz Alta (RS) – Forte Copacabana – Rio de Janeiro. Auxiliar de Instrutor de Artilharia da Escola Militar; prof. Adjunto da Sub-direção de Ensino Militar da Escola Militar; prof. Adjunto Catedrático de Topografia. Ajudante de Ordens do general Cyro do Espírito Santo Cardoso. Ocupou outros postos no Exército. Condecorações: Mérito Militar no Grau de Cavaleiro – medalha Militar de Ouro – Idem, Marechal Hermes – 1 Estrela – Medalha Marechal Trompowsky – Medalha de Guerra. Cursos: Escola Militar do Realengo – Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais – Agrimensor pelo Colégio Militar Rio de Janeiro.

 

 

WALTER MOREIRA SALLES

altFormou-se na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Largo do São Francisco. Casado com Lúcia Regina Moreira Salles. Nasceu em 28 de maio de 1912 e faleceu em fevereiro de 2001. Walter Moreira Salles foi Presidente Honorário do UNIBANCO (União de Bancos Brasileiros Sociedade Anônima) e Presidente do Instituto Moreira Salles; Ex-Ministro da Fazenda no regime Parlamentar, no Gabinete presidido por Tancredo Neves; Embaixador do Brasil nos Estados Unidos, por duas vezes (governo Juscelino Kubitschek de Oliveira e Getúlio Vargas); Embaixador Extraordinário do Brasil nos Estados Unidos (Governo Jânio Quadros). Diretor Executivo do banco Moreira Salles. Foi Diretor do Banco do Brasil e da SUMOC (Superintendência da Moeda e do Crédito). Primeiro Presidente do IBMEC (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), da Fundação Cultural Brasil – Portugal. Ex-Presidente do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Possui várias condecorações, entre elas: Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito, a de Oficial da Legião de Honra da França, a Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique (Portugal e a de Comendador na Ordem do Mérito Cultural) entre outras. Membro do Conselho do presidente Emérito do Museu de Arte Moderna de New York. No final da década de 1920, antes mesmo de atingir a maioridade, Walter Moreira Salles, filho mais velho e sucessor de João Moreira Salles, passou a auxiliar o pai nos negócios da família. A Casa Bancária Moreira Salles, que deu nome à Nova Organização sempre sob a direção de João Moreira Salles, teve sua primeira Diretoria assim constituída: João Moreira Salles, Diretor Presidente, Arthur Lacerda Pinheiro, Vice-Presidente; Walter Moreira Salles, Superintendente. Em 1948 Walter Moreira Salles licenciou-se de suas responsabilidades executivas para assumir a diretoria da Carteira de Crédito Geral do banco do Brasil. Posteriormente assumiu a chefia da Superintendência da Moeda e do crédito (SUMOC), antecessora do banco Central do Brasil. Walter Moreira Salles ainda ocuparia, nas décadas de 50 e 60, o cargo de Ministro da Fazenda e por duas vezes, o de Embaixador nos Estados Unidos. Foi também, em duas oportunidades, Negociador Especial dos Interesses Brasileiros junto ao Governo Norte Americano. Após a morte de João Moreira Salles, em 02 de março de 1968, Walter Moreira Salles imprimiu à sua Presidência o mesmo espírito de desenvolvimento e progresso. Em abril de 1975, o Grupo União de Bancos adotou um único nome para identificar todas as empresas que o compunham. A escolha recaiu sobre a denominação UNIBANCO. A UNIBANCO no decorrer, adquiriu acionário de diversos Bancos Nacionais. “O Brasil e os Minerais” de autoria de Walter Moreira Salles (1977). Em abril de 1991, foi constituído o Instituto Walter Moreira Salles, presidido pelo Presidente de Honra do UNIBANCO, Walter Moreira Salles.

 

WILSON JOÃO BERALDO

altNasceu em Pouso Alegre em 09 de agosto de 1918 e faleceu em Juiz de Fora em abril de 1995. Era filho de João Tavares Corrêa Beraldo e Ermantina Schumann Beraldo. Chefe do Serviço Jurídico do Banco de Crédito Real de MG; Professor Catedrático, por concurso, da Faculdade de Economia de Juiz de Fora; Integrante do Conselho de Amigos do Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora; Secretário Particular de seu Pai, quando Interventor no Estado de MG; Deputado Estadual da Constituinte de 1946, contribuindo na redação da Constituição de 1946; jurista, mestre em oratória, Professor Emérito, Artista Plástico, Pintor, poeta e Escritor. Dr. Wilson Beraldo constituía-se numa das figuras de maior relevo do mundo cultural e artístico de Juiz de Fora; pintor consagrado, cujas mostras sempre se revestiam de incomum sucesso artístico, expostos na Galeria Portinari e Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras. Por sua atuação Wilson Beraldo recebeu três comendas: Henrique Halfelde – Inconfidência e Antônio Parreiras. Premiado com Medalha de Ouro em Juiz de Fora pela Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras e no Salão da Marinha no Rio de Janeiro.

 

Fontes:        

TORRES, João Camilo de Oliveira - “História de Minas Gerais”, v III 1980.)

GUIMARÃES, Alaor Mata, Campinas – dados Histórico e Estatísticos, 1953.

 Diário de Minas: BH – 27/06/1918 – p. 2 – 6 dez. 1921 p. 2/3 Minas Gerais, BH 5/6 – dez. 1921 p. 6/10 Diário, BH. 26/06/1964 p. 4; Em, 19/09/1994.

Enciclopédia Barsa – volume 4 – Edição 1979 – pg. 15) em, 07/01/86

Dicionário Biográfico Universal – DBU p. 290

 Artigo do Sr. Sylvio F. Oliveira Neto.

Clube de Engenharia, revista mês abril, p.404- Rio de Janeiro, 1901.

 Dicionário Biográfico de MG. Ed. 94, Assembléia Legislativa do Estado MG, 1995

 “Acaiaca – junho/51 – Semana Religiosa 3.692, 30.04.82, Revista Veterinária de P. Alegre – 01/04/22; Gazeta de P. Alegre 1922 – O P. Alegre n.º 20 – 21/09/1933.

 Tribunal de Justiça de São Paulo – Biblioteca – 05/1987.

 Semana Religiosa 1948

 Revista Academia Paulista de Letras – p. 76, 1909 – 1979

 

 

Última atualização (Sáb, 07 de Janeiro de 2012 01:21)

 

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