Ouro Preto é a primeira cidade de Minas a abolir sacolas plásticas no comércio
“A lei das sacolas plásticas é um grande avanço para incentivar as transformações dos hábitos de consumo. Não é fácil de ser implantada, mas vamos fazer um trabalho educacional para informar a população e os comerciantes sobre as mudanças necessárias para respeitar a nova legislação municipal sobre o uso de embalagens pelo comércio”, garante o secretário de Meio Ambiente, Ronald Guerra (Roninho).
As sacolas convencionais demoram em média 300 anos para se decomporem no meio ambiente. Segundo a autora do projeto, vereadora Crovymara Batalha, uma família de quatro pessoas consome em média 50 quilos de plástico por ano. “Com essa lei, a gente acredita que será criada uma nova mentalidade e postura em prol do meio ambiente”, aponta a vereadora.
O prefeito Angelo Oswaldo destaca que muitos empresários e entidades ouro-pretanas já possuem consciência ecológica. “O nosso empresariado, em uma atitude firme, lúcida e corajosa, vai participar plenamente dessa mudança. Muitas crianças já mostram que não é com sacolinhas de plástico que vamos assegurar uma qualidade ambiental para o futuro de Ouro Preto”, acredita. Na oportunidade, a Associação das Senhoras Artesãs (ASA) e a Associação dos Catadores do Padre Faria apresentaram as suas linhas de ecobags que são vendidas no município.
A primeira cidade mineira a instituir a substituição no comércio por meio de legislação semelhante foi Belo Horizonte. Na capital, a lei entrou em vigor em abril. Os estabelecimentos de Ouro Preto terão o prazo de um ano para se adequarem à nova lei. Nesse período, deverão manter disponíveis cartazes e informativos que orientem os clientes a utilizarem embalagens ecológicas (de papel, tecido ou material biodegradável).
