Aterro sanitário de Itajubá começa a beneficiar municípios da região

A realidade do lixão definitivamente ficou no passado para seis cidades da região de Itajubá. O primeiro consórcio municipal formado no Estado de Minas Gerais para possibilitar a implantação de um aterro sanitário já está colhendo os resultados. O aterro construído em Itajubá pelo Cimasas (Consórcio Intermunicipal dos Municípios da Microrregião do Alto Sapucaí para Aterro Sanitário), com apoio do governo do Estado, já está em operação, beneficiando cerca de 200 mil pessoas, e sendo exemplo de responsabilidade e respeito com o meio ambiente. O Cimasas é formado por Itajubá, Wenceslau Braz, Delfim Moreira, Piranguinho, Piranguçu e São José do Alegre.

Durante muitas décadas, os resíduos produzidos pelas residências, comércio e indústria eram descartados no antigo lixão. Sem critérios de separação dos resíduos sólidos, o local causava grande impacto ambiental, já que o chorume – líquido negro produzido a partir da decomposição dos materiais – penetrava na terra, causando a contaminação do lençol freático e do solo. Além disso, o lixão trazia riscos para a saúde pública e um problema social: catadores de materiais recicláveis se misturavam à montanha de lixo para poderem retirar dela o sustento da família.
Mas os municípios integrantes do Cimasas conseguiram junto ao governo do Estado os recursos que necessitavam para a implantação do aterro sanitário, no bairro Rancho Grande. Foram mais de R$1 milhão investidos e que irão beneficiar cerca de 200 mil habitantes da região. No aterro, os resíduos são acondicionados corretamente e o solo é protegido para evitar contaminação. Utilizando normas operacionais e critérios modernos de engenharia, o aterro permite o confinamento seguro dos resíduos domiciliares, em camadas, diminuindo a poluição ambiental e protegendo a saúde pública. Já os resíduos industriais e hospitalares são separados e destinados a empresas especializadas no descarte desse tipo de material.
Entenda
O Cimasas é o Consórcio Intermunicipal dos Municípios da Microrregião do Alto Sapucaí para Aterro Sanitário, e é projeto piloto do Governo de Minas para solucionar o problema dos lixões no Estado. Devido ao alto custo de um aterro, mais de R$1 milhão, o consórcio une municípios para viabilizar sua instalação e assim resolver o problema dos resíduos sólidos domiciliares de maneira ecologicamente correta. Compõem o Cimasas: Itajubá, Wenceslau Braz, Delfim Moreira, Piranguinho, Piranguçu e São José do Alegre, cidades que destinam seus resíduos para o aterro sanitário itajubense.